O número de pessoas que apresentam sintomas relacionados a algum grau de intolerância ou alergia alimentar cresce a cada ano. Estudos relatam uma prevalência de alergia alimentar superior a 1-2% e inferior a 10% na população mundial. Já a intolerância alimentar, estima-se que cerca de 15-20% da população mundial seja afetada por algum tipo.

Veja a diferença entre elas:

Alergia alimentar:é uma reação adversa a determinado alimento.Geralmente a alergia tem relação direta com proteínas específicas.  Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas como:

 

Cutâneos

Manchas vermelhas na pele, coceira, urticária, inchaço

Oculares

Coceira, olhos vermelhos, inchaço

Respiratórios

Congestão nasal, coceira, coriza, rouquidão, tosse, pontadas no peito, dispneia

Gastrointestinais

Inchaço nos lábios, língua e palato, náuseas, cólica, refluxo, vómito, diarreia, recusa alimentar e perda de peso

Cardiovasculares

Taquicardia, hipotensão, vertigem, tontura, perda de consciência

 

 

 

Existem alguns fatores que predispõe o aparecimento da alergia:

  • Genética

  • Potência antigênica de alguns alimentos

  • Alterações no intestino.

Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica. As alergias mais comuns estão relacionadas ao consumo de leite de vaca, ovo, soja, trigo, peixe e crustáceos.

Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem história familiar de alergia. Se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%

 

Intolerância alimentar: é uma desordem metabólica, em que pode ocorrer diversas reações ocasionadas pelos alimentos, mas que não envolve o sistema de defesa. Entre os fatores e substâncias relacionados com intolerância estão os conservantes, intensificadores de sabor, corantes, antioxidantes e ausência de enzimas. Apesar de apresentarem causas distintas, os sintomas presentes na intolerância alimentar são semelhantes ao da alergia: dor abdominal, vômito, diarréia e urticária.

As intolerâncias mais comuns são: Lactose, Glúten e aos carboidratos complexos.

 

1)     Intolerância a lactose: é uma desordem metabólica onde a ausência da enzima lactase no intestino causa uma incapacidade na digestão de lactose (açúcar do leite) que pode resultar em sintomas intestinais como distensão abdominal e diarréia. Esta intolerância geralmente é dose dependente e o indivíduo pode tolerar pequenos volumes de leite ou derivados por dia ou se beneficiar dos leites industrializados com baixos teores de lactose.

 

 

 

No Brasil, 11,9 milhões de pessoas apresentam intolerância lactose, onde 60% é representado por adultos e 40% crianças.  Por conta disso nos últimos anos houve um aumento na produção de alimentos isentos ou com baixo teor de lactose.

 

2)     Intolerância ao glúten: glúten é uma fração protéica presente no trigo, centeio, cevada e aveia. Temos 2 classificações:

- Não celíaca: é a incapacidade ou dificuldade de digestão do glútenque danifica as paredes do intestino delgado, provocando diarreia, dor e inchaço abdominal, além de dificultar a absorção de nutrientes. Neste caso, é importante restringir o consumo do glúten.

 

-Doença celíaca: é a reação imunológica à ingestão de glúten, onde ocorre uma inflamação na parede intestinal gerando uma diminuição na absorção dos nutrientes.Os sintomas mais comuns são diarreiaprisão de ventre, perda de peso, anemia, sensação de estufamento, cólica e desconforto abdominal. A doença celíaca é permanente e, por isso, é necessário retirar completamente o glúten da alimentação para os sintomas desaparecerem.

O padrão-ouro do diagnóstico da doença celíaca é a demonstração de atrofia de vilosidades em biópsias duodenais, em conjunto com a sorologia celíaca (anticorpos antiendomísio e antitransglutaminase tecidual).

 

 

3)     Intolerância aos carboidratos complexos: é a dificuldade de digestão do açúcar presente em alguns tipos de carboidratos, a rafinose. Nosso organismo não fabrica a enzima que faz a sua digestão, a alfa – galactosidade. Sem a enzima os alimentos que contém carboidratos complexos passam pelo organismo e não são completamente metabolizados causando aumento de gases no intestino, o que provoca dor e desconforto abdominal.

 

Encontramos esse tipo de carboidrato em diversos alimentos: arroz, aveia, trigo, algumas frutas como banana, damasco, oleaginosas, leguminosas e alguns vegetais.

Diagnóstico

  O diagnóstico da alergia alimentar depende de história clínica associada a dados de exame físico que podem ser complementados por testes alérgicos.   Na história clínica, é importante fornecer detalhes sobre os alimentos ingeridos rotineiramente ou eventuais. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento, principalmente quando as reações ocorrem horas após a ingestão do alérgeno. 
 

O diagnóstico das intolerâncias é realizado através de:

 

Após definido o diagnóstico, o nutricionista pode auxiliar na adequação alimentar.O tratamento das alergias e da maioria das intolerâncias alimentares é baseado na exclusão ou adequação de quantidade e substituição dos alimentos ou ingredientes causadores dos sintomas.

 Atualmente existe no mercado enzimas que podem auxiliar neste processo.

Intolerância ou Alergia

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