Infância/Adolescência

Durante a infância/adolescência os hábitos alimentares são consolidados, por isso, estimular uma alimentação saudável desde cedo é um ganho para toda vida. Orientar e/ou intervir nesta fase auxilia no adequado crescimento e desenvolvimento infantil (motor, cognitivo e psicossocial), além de reduzir o risco de situações como a seletividade alimentar e até mesmo de doenças metabólicas futuras, como: obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial.

É na gestação, ou no período pré gestacional, que a preocupação para muitas mães começa: “o que comer?” “O que é bom para o meu bebê?” “Existem alimentos proibidos ou alimentos essenciais para esta fase?”

 

A formação do paladar começa na vida intra-uterina. Os sabores e odores dos alimentos presentes na dieta materna são encontrados no líquido amniótico e fazem com que o bebê se familiarize com eles, antes mesmo de vê-los ou levá-los à boca. Com isto, sugere-se que as gestantes mantenham uma alimentação adequada, variada e saudável pois refletirá diretamente na aceitação alimentar futura. O mesmo acontece para o leite materno, sendo este então, uma rica fonte de variedade sensorial além de todos os outros benefícios conhecidos/descritos: nutrição, imunidade, desenvolvimento cognitivo e motor (1, 2, 3).

Por volta do sexto mês de vida, a maioria dos bebês saudáveis já apresenta a capacidade motora e oral para comer outros alimentos. É a fase tão esperada – e tão temida – pelos pais: a Introdução Alimentar.

 

“Qual alimento oferecer?” “Podemos oferecer ovo?” “Quais os temperos podemos usar?” “Devemos ofertar a papa amassada ou seguir o BLW?” “Alimentos separados ou misturados?” “Quais os alimentos proibidos?”, são algumas das muitas dúvidas que respondemos diariamente no consultório. Do 6º ao 12º mês de vida o crescimento segue acelerado, por isso a necessidade de nutrientes também aumenta e a alimentação complementar auxilia neste suporte, além de permitir que a criança dê passos largos em seu aprendizado sensório motor.  Seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, os alimentos nesta fase devem ser amassados e oferecidos na colher, mas a criança também deve experimentá-los com as mãos, sentir os diferentes cheiros, ver as cores e explorar diferentes texturas. A evolução deve respeitar o desenvolvimento de cada paciente (4).

A partir do primeiro ano o bebê já pode ter uma alimentação semelhante a de seus pais, com pequenos ajustes sempre que necessário. Nesta fase valorizamos o prazer e o conforto da criança à mesa, estimulamos sua autonomia e as refeições em família, as quais devem ser realizadas em ambiente adequado, tranquilo e sem distrações, sem abrir mão da qualidade nutricional, é claro.  

Daí em diante, cada faixa etária possui suas peculiaridades, mas a abordagem é sempre ampla. Para ser efetiva a orientação alimentar para bebês/crianças/adolescentes contempla e considera:

·      Quadro clínico e objetivo principal

·      Avaliação do crescimento e desenvolvimento (curvas de referência, marcadores, composição corporal, etc)

·      Rotina atual da criança/adolescente

·      Aprendizado alimentar

·      O prazer e o conforto no momento da alimentação

·      Contexto familiar

·      Envolvimento de todas as pessoas que, direta ou indiretamente, influenciam na alimentação: familiares, cuidadores e escola, por exemplo.

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